Perdoe-me por meus dentes pintados a café, pelo meu caminho da felicidade quase que intransponível pelo excesso de capim procrastinadamente não-carpido, pelo planalto do meu corpo e pelas minhas montanhas com plantação de morangos.
Por favor, dê-me a mão, e então, te levarei a explorar em nosso interior uma infinita mina de diamantes. Meus dentes colorirão-se com o branco da paz que sinto com sua presença. A felicidade não mais será um horizonte que se distancia a cada passo que damos ao trilharmos o caminho até ela, viveremos ilhados nela e um mar de sonhos nos circundará, onde navegaremos seguindo os ditames dos ventos. Meus planaltos, através da fé que sinto por você, tornarão-se planície e não haverá mais pedras, espinhos, empecilhos, que nos impeça de caminhar. Correremos juntos por um campo de girassóis à luz do Sol e sentiremos o mundo girar.
Deixe-me vendar seus olhos: Veja como meu coração pulsa na vibração do som de tambores do desfile de uma escola de samba por todo meu corpo. Você consegue ver como sou inteiro Amor, seu Amor, meu Amor? Sinta como meu corpo se dilui aos seus toques e minha Alma, constantemente em orgasmo, embora comumente enterrada, se liberta?
Venha comigo viajar por Universos e colonizar novos mundos. Vamos descontextualizar todos os contextos. Seremos um casal de hippies que dorme abraçados na calçada da Avenida Paulista meio-dia. Europeus catequizados por índigenas. Indígenas fãs de Rock.
Venha comigo viajar por Universos e colonizar novos mundos. Vamos descontextualizar todos os contextos. Seremos um casal de hippies que dorme abraçados na calçada da Avenida Paulista meio-dia. Europeus catequizados por índigenas. Indígenas fãs de Rock.
Dê-me a mão e seremos imunes a qualquer bomba atômica. Seremos intocáveis e indestrutíveis. Nada jamais poderá nos afetar.
Não temas morrer... Somente dê-me a mão!