Consumo a vida como uma droga, que invade minhas veias e percorre todo meu corpo quase na velocidade da luz. Dá-me o mais intenso prazer e a mais profunda dor. \Como o veloz voar de um balanço/. A vida e a morte são dois gumes de uma faca; não há como fruir de uma sem tocar na outra. Não, não há. Há como sobreviver, estar ausente. E eu estou aqui! Sou pronome reflexivo, ou melhor, sou nome. O Felipe. Só Felipe. Sujeito da vida, objeto da morte.
Sinto minhas veias pulsarem freneticamente que mal há tempo pro meu coração relaxar meu mundo giragiragiragiragira não há vírgula capaz de me parar não consigo respirar estou sem fôlego minha ânsia de gritar ultrapassa meu impulso só sai A e reticência não há palavra com o sentido do que sinto tampouco o que sinto tem sentido conto com a vantagem de o meu silêncio ser prolixo não escrevo psicografo só não sei de qual espírito há tantos dentro de mim.
Atiro-me de um penhasco em um tiro, e vôo ao mergulhar no mar. Alcanço suas profundezas, rompo o mistério, vejo o nunca antes visto, sinto o nunca antes sentido. Sonhos e pesadelos. Contemplo a alma, o esqueleto não sustenta, não conforta, não agüenta. As placas são em lemniscata, e os sinais somente verdes. Estou livre. Preso na liberdade. Estou na placenta, é dela que alimento-me. Não, não, não. Tudo está esvaindo tão rápido quanto começou. A bolsa estourou. A dose acabou. A luz... a luz.
Sinto minhas veias pulsarem freneticamente que mal há tempo pro meu coração relaxar meu mundo giragiragiragiragira não há vírgula capaz de me parar não consigo respirar estou sem fôlego minha ânsia de gritar ultrapassa meu impulso só sai A e reticência não há palavra com o sentido do que sinto tampouco o que sinto tem sentido conto com a vantagem de o meu silêncio ser prolixo não escrevo psicografo só não sei de qual espírito há tantos dentro de mim.
Atiro-me de um penhasco em um tiro, e vôo ao mergulhar no mar. Alcanço suas profundezas, rompo o mistério, vejo o nunca antes visto, sinto o nunca antes sentido. Sonhos e pesadelos. Contemplo a alma, o esqueleto não sustenta, não conforta, não agüenta. As placas são em lemniscata, e os sinais somente verdes. Estou livre. Preso na liberdade. Estou na placenta, é dela que alimento-me. Não, não, não. Tudo está esvaindo tão rápido quanto começou. A bolsa estourou. A dose acabou. A luz... a luz.