Ventos do sul sopram o caos ao norte de sua vida. O céu está tão cinza como um mosaico, preenchido perfeitamente com cinzas de cadáveres, e com insuficientes espaços nulos para que a verdade possa ser vista e a esperança, quem sabe, reencarnada. As águas se enfurecem como filhas que vêem a mãe ser abusada sexualmente por garotos adolescentes. A terra estremece e se abre como a raiva em rebelião após anos aprisionada nos porões da psique. Os instintos guiam os animais às colinas. A razão paralisa os animais domesticados e os pesam como barras de ferro de 5 toneladas amarradas em seu esqueleto por infinitos nós. A ponte está rompida - não há para onde ir ou como voltar. Ao seu redor, saudações da destruição. Os sinos das Igrejas estão todos quebrados, os homens putrificados e seus conflitos e sonhos derrotados. Por fim, o grito. Gritou com toda sua força vocal. Era um grito atormentado e atormentador, porém, aliviador. Sentia como se seu cérebro, coração, ossos, tecidos e demais órgãos implodissem, se diluíssem em magma e escorressem como um vômito pela sua garganta. Por dentro, estava completa pelo oco, pelo vazio, pelo silêncio, pelo nada e pelo nadha. Um grito em vão, mas ao menos, uma tragada de vida, ainda que curta e morta.