É Natal. Os sinos das Igrejas tocam harmoniosamente, o badalo atinge seu destino de 3 em 3 segundos, indo e vindo... Mas é incapaz de atingir minha alma desarmônica. Os cristãos acendem velas e fazem suas preces. Reúnem sua família em uma mesa de jantar; todo ano com menos pratos, talheres e cadeiras. O consumismo alcança seu ápice. As crianças devaneiam e as ruas ganham ainda mais brilho, que já não pode mais iluminar-me.
É Natal. Mais 1 ano se completa da promessa de um novo mundo. Mais 1 ano se completa da magia perdida. A carta para o Papai Noel está em branco. Sua bala não me parece mais tão doce. Será que ainda há lugar em seu trenó para mim? A rua em frente à casa da minha avó onde eu e meus primos brincávamos, ainda está habitada por fantasmas imaginários, mas já não há mais ninguém a assustar. Os especiais na TV ainda passam, mas estão vazios os sofás.
É Natal. Mais 1 ano se completa da promessa de um novo mundo. Mais 1 ano se completa da magia perdida. A carta para o Papai Noel está em branco. Sua bala não me parece mais tão doce. Será que ainda há lugar em seu trenó para mim? A rua em frente à casa da minha avó onde eu e meus primos brincávamos, ainda está habitada por fantasmas imaginários, mas já não há mais ninguém a assustar. Os especiais na TV ainda passam, mas estão vazios os sofás.
Contraio-me na dor de não acreditar, dos meus olhos não mais se impressionarem com enfeites. Substituo o copo de Coca-Cola por uma taça de vinho, embriago-me e regresso ao meu lar, onde minha inocente alma desesperadamente esperava-me. É Natal!